Escritora mirim freqüentemente em crise apreciadora de açúcar.
"Simbora prum bar: beber, cair e levantar!"
Este singelo episóido aconteceu no final de 2OO8, enquanto eu estava hospedada em Campinas, com a família do meu pai.
Eu estava lanchando calmamente quando meu pai disse que depois nós iríamos para um bar. Por incrível que pareça minha reação foi completamente indiferente. "Bar? Beleza", eu pensei. Eu sei lá, acho que eu não tinha tido noção da coisa...
...Até que chegamos ao bar.
Aí, sim, tive uma reação que qualquer garota de doze anos normal teria. Foi algo tipo: "Estou desesperada. Isso é um lugar cheio de gente bêbada falando alto. Socorro. Internet. Telefone. Livros. O QUE DIABOS EU TÔ FAZENDO AQUI, QUANDO EU PODIA TER TUDO ISSO!?".
- Pai. Eu quero ir pra casa.
- Mas a gente mal chegou.
Fiquei perplexa.
- PAI, eu tenho DOZE anos. E isso é um bar. Não gosto de clima de bar.
Como já disse: é um bando de gente bêbada falando alto.
Meus tios começaram a rir de mim. Minha prima também. Meu pai soltou uma espécie de riso abafado.
Claro. Não era com ELES que aquilo estava acontecendo.
"EU NÃO BEEEEEEEEEEEEEEEBO, É CONTRA A LEI!", quase berrei. Me controlei. Por pouco. BEM pouco.
Meus tios começaram a ligar para meus primos, que estavam jogando futebol (taí outra pergunta: por que diabos os doentes viciados dos meus primos estavam jogando futebol umas oito da noite?) me levarem para casa. Eles estavam saindo da pelada. Deus, por favor. Ajudem essas pobres almas - ERAM OITO DA NOITE.
Até que minha prima (uma psicóloga chata de vinte e cinco anos) disse que me levaria de volta para casa. Na volta, ela foi me analisando - bendita mania de psicólogos -, e querendo compreender minha decisão de voltar para casa.
Eu simplesmente disse que não queria ficar perto de bêbados que falam alto.
- Nem dá pra ouvir as pessoas da sua própria mesa.
- Ah, prima. Claro que dá, bares são legais: você desenvolve um ouvido seletivo, escolhendo o que você quer ouvir.
Chata.
- Além do mais, dá para você rir com os absurdos que os outros falam... Conversas de bares normalmente são engraçadas!
E ela sorriu.
Poliana da vida.
Bom, no fim, voltei para casa feliz, saltintante e contente.
Fim. Ha-ha-ha.
PS: Este blog é a favor da Lei Seca.