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A splited one.
- Sobre como parecer mais velha tem suas desvantagens:
Vendo as crianças sendo entretidas pelas monitoras aqui em Gramado, eu lembrei de um caso, que eu acho que não contei aqui, que aconteceu há mais ou menos um ano e meio atrás. Eu estava em uma brinquedoteca com meu irmão, enquanto minha mãe e minha avó passeavam no shopping. Meu irmão sentou numa cadeirinha e começou a colorir, e eu, tranqüila, comecei a observar o movimento da brinquedoteca. Até que eu, de blusa vermelha (mesma cor da blusa das monitoras), vejo uma menininha de lindos cabelos cacheados e loirinhos, vindo na minha direção:
- Tia! Amarra o meu cadarço para mim? - disse ela, em uma voz cândida.
"Por que dizer não?". Eu tinha capacidade para amarrar o cadarço dela, ela era bonitinha e tinha me confundido. Amarrei o cadarço dela e ela foi brincar. OK. O problema é que depois ela voltou pra mim, vermelha de tanto chorar, e disse:
- TIAAAA! AQUELE GAROTINHO ALI NÃO QUER DIVIDIR O BRINQUEDO!
Eu fiquei completamente sem reação, afinal, eu NÃO TINHA CAPACIDADE para deter um garotinho egoísta. Fiquei parada, observando a loirinha chorar, até que uma verdadeira monitora apareceu, rindo muito, e foi cuidar do caso. Só faltou eu abraçar a tal tia. Ai, ai.
- Sobre como toda vez que eu vou no ParkShopping é uma aventura
O primeiro episódio dessa saga aconteceu há um ano e cinco dias. Eu estava saindo com um cara, que chamarei de R (parênteses rápido e necessário: R. é alguns anos mais velho que eu). Pois bem. R e eu nos encontramos às 16h, e eu iria embora às 20h. Beleza. O problema é que eu não sabia mexer na porcaria do celular que estava comigo, e ele ficou no silencioso. Resultado: por algum motivo, vindo provavelmente das forças do bem, resolvi tirar meu celular do bolso, e vi que eu tinha onze (!) chamadas perdidas. E minha mãe estava me ligando. Levei uma leve bronca ("SEU PAI TÁ LOUCO ATRÁS DE VOCÊ!") e liguei pro meu pai (nisso R. já devia achar que eu era retardada/maluca/ambos). Ele me buscou lá, e fui para um jantar (arrastada pela minha mãe). Não entrei no MSN, não liguei pra ninguém e tal (cheguei em casa umas onze horas da noite) e fui dormir. No dia seguinte, acordei, tomei banho, tomei café, e não pulei pro PC: fui assistir televisão, sei lá por quê. Até que a empregada entra, morrendo de rir, com o telefone da mão. Escuto a voz da Loora:
- Alô? Bia? - Oi, Loora! - eu digo, feliz. - BEATRIZ, SUA IDIOTA, POR QUE VOCÊ NÃO ENTROU NO MSN ONTEM!? EU VOU TE MATAR!!!!! Eu, em silêncio. - OLHA, A GENTE ACHOU QUE VOCÊ TIVESSE SIDO SEQÜESTRADA E ESTUPRADA, TÁ LEGAL!? NUNCA MAIS SUMA ASSIM COM UM CARA DENTRO DE UM SHOPPING. Eu comecei a rir des-con-tro-la-da-men-te. E a Loora, é claro, quase me matou. Ha-ha-ha.
O segundo episódio dessa saga aconteceu há tipo um mês, um pouco menos. Eu, Loora, Janela e Luma tínhamos combinando de ir ao Park. Só para encurtar: fiquei esperando mais ou menos uma hora lá. Claro que eu saí andando por aí. E é claro que, no final, todo mundo tinha se perdido. Loora me liga (sempre a Loora, sempre a Loora!):
- A Luma e o Janela saíram para te procurar! Onde você tá? - Eu tô na frente da Nut Bavarian (melhor cheiro daquele shopping é de lá. Juro)! - Tá, vou te procurar. - NÃO, MARIANNA, SUA IDIOTA. FICA NO TELEFONE COMIGO ATÉ A LUMA E O JANELA ME ACHAREM! Ela tinha desligado, e um segundo depois o Janela e a Luma me rencontraram. E é claro que a Loora se perdeu, e que a gente teve que perder mais uma meia hora procurando ela. Ai, ai.
Feliz ano novo, feliz natal! Um feliz 2OO9 para todo mundo!
Rabiscado por biiah às 12h38
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