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Dinho Pain

17/10/2008


Promessas (não-)quebradas


Mal faço promessas - vejo-as meio como que um teste de fidelidade de você com você mesma e gosto de ser leal à mim.
No final de 2007 para 2008 não fiz promessa alguma (besteira, afinal eu já sabia que ia quebrar todas uma por uma!). As que fiz de 2006 para 2007 foram esquecidas. E, se não foram esquecidas, já não sentia a mínima vontade de cumpri-las, afinal as situações mudaram e sempre mudarão, assim sempre foi e assim sempre será! Quando fazemos promessas, sabemos exatamente porquê as estamos fazendo. Exemplo: vou parar de comer, porque estou gorda. Tá, vai que você emagrece ou se assume do jeito que você é? Parar de comer já não vai fazer sentido nenhum!
E, só para não acharem que eu sou equilibrada e sensata (porque, afinal, nem sou tanto assim), afirmo: faço promessas. Pouquíssimas, porque gosto de cumprir as que faço. Logo, prometo o que eu sei que as probabilidades de quebrar pelos próximos, sei lá, cinco anos, são baixas. Prometo coisas possíveis: as impossíveis de cumprir não fazem o meu tipo.


Pauta para a Capricho xD


rabiscado por biiah às 12h54
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15/10/2008


Volúvel Perdão


            Daí *aquele cara* te dá um fora. O que você faz? Chora, e muito! Fica com raiva, morre de saudades, fica obesa de tanto comer chocolate. E, é claro, você fantasia.

Você fica sonhando, perdidamente absorta em pensamentos por hoooras, com o dia em que ele vai voltar ras-te-jan-do para você. Escreve cartas, textos perfeitos e afiados, elabora discursos mentais e os ensaia na frente do espelho, até ficar com aquele tom perfeito de “você-não-é-meu-dono-por-isso-espero-que-você-morra-meu-amor”.
             Então lá está ele, implorando para vocês voltarem. O que você faz? Aceita o seu “amiguinho” de volta! Você ainda o quer, ainda sente amor/paixão por ele, então fazer o quê! Como um passe de mágica, você esquece todas as filhas-da-putisse que ele já fez com você.
             Mas NADA impede que você comece a se achar uma burra por ainda estar com ele, se revolte, use todos os textos criados no segundo parágrafo e dê uma bota no coitado!
             Não acho que o perdão tenha limite, e sim que às vezes cansamos de ser tão boazinhas (ou, como dizem as más línguas, burras), nos enfezamos e desistimos de deixar as pessoas participarem das nossas vidas. Afinal, em algum momento, você pára de ver – no caso do texto – o cara como o Garoto dos Sonhos, e percebe que na realidade, ele é o Garoto Que Te Faz Sofrer.



pauta para a capricho :D


rabiscado por biiah às 15h55
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12/10/2008


Desilusões bicicletárias (?)


     Eu costumo caminhar todo domingo de manhã: gosto, acho legal caminhar por uma hora enquanto tenho altos volumes de música entrando no meu ouvido, preciso cuidar da minha saúde, enfim. 
     Meu avô e meu tio (Diogo, 12 anos) estão aqui, e meu irmão ganhou uma bicicleta (que ele chama de "biliquéta") recentemente. Logo, hoje, todos nós fomos andar. Vendo toda a alegria familiar, o dia alegre e tudo o mais, resolvi não caminhar, mas sim andar de bicicleta (eu revezaria a bicicleta com o Diogo, então OK).
     Mas eu não sabia que isso levaria a várias desilusões.

Desilusão 1 - A dor:
    Eu estava em cima da bicicleta, adorando a sensação do vento batendo em mim enquanto o suor escorre quando... minhas pernas começaram a doer loucamente. Fiz uma curva, andei mais um pouco (de bike) e parei, cansada e sem nenhum tostão no bolso para comprar água mineral. Desesperador.

Desilusão 2 - A pena alheia:
    Enquanto eu descansava com a bicicleta jogada ao meu lado, um casal de crianças parou perto de mim. Uma delas, a menina, ficou me olhando fixamente. Eu olhei de volta. Então ela começou a cochichar com o amigo, irmão, sei lá. Enfim, eu tinha quase certeza que as criancinhas estavam falando sobre mim, e comecei a me perguntar o quê. Pensei coisas absurdas (tipo "eles acham que eu sou autista", "eles acham que eu não sei falar", "que eu estou perdida") e comecei a gargalhar com a possibilidade de duas criancinhas (elas tinham no máximo sete anos, juro) tentando cuidar de mim. Elas olharam para mim, estranhando, e eu disse:
     - O que foi, gente?
     A menina, como se eu fosse uma aberração:
     - Nada...
     - Não, é sério, o que foi?
     - Nada.
     Eu parei de rir e vi que um cara alto e (muito) forte puxou eles pelo braço. O pai delas. Provavelmente achando que eu era alguma drogada que estava abordando suas lindas criancinhas.

     Desilusão 3 - O caminho de volta:
     Minha mãe estava mais longe do que eu pensava. Então eu desci da bike e fui andando. Um cara de uns sessenta (sessenta!) anos passou do meu lado, pedalando, e disse:
     - Pedala, irmã! Vai na fé!
     Ri muito e me senti desafiada: voltei para a bicicleta.

    Desilusão 4 - A nova geração:
    Assim que cheguei na minha mãe, meu irmão subiu na bicicleta dele. Minha mãe disse "Bia! Vai correndo atrás dele!".
    Obedeci. Mas eu tinha que correr (literalmente) a cada pedalada dele. Um cara (de uns 30 anos, dessa vez) olhou para a gente, rindo muito, e comentou: "nossa, nessa idade!"... Ri de volta.
    Quando já estávamos a vários metros de distância da minha mãe, meu irmão desce da bicicleta, cansado, e me pede para carregá-la. Cinco minutos depois, percebo que não dou conta de andar (cansadérrima), acompanhá-lo E levar a "biliquéta". Comecei a insistir, a implorar, a pedir que ele subisse na bicicleta e fosse pedalando. Quase me arrastei no chão. Quando eu já estava quase morrendo, eu disse: "Tomás, vai na bicicleta que eu te dou um chocolate". Imediatamente, ele olhou para mim e disse: "Eu quero chocolate". Eu: "Então sobe na bicicleta!". 
    Ele andou na bicicleta só até a metade do caminho.

    Fato: só estou devendo meio chocolate.


rabiscado por biiah às 13h11
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