Escritora mirim freqüentemente em crise apreciadora de açúcar.
Meu irmão, atualmente com dois anos e meio, já está falando, andando, perguntando, etc.
(Mas, para a infelicidade da minha mãe, ele não come nem dorme. Ai, ai. Prossigamos).
Ontem, minha mãe estava sentada quando meu irmão perguntou:
Tomás: Qual é seu nome?
Minha mãe: (brincando com o nome da nossa gata) Eu sou a Filó.
Tomás: Não é, não. Qual é seu nome?
Minha mãe: Patricia. Quem sou eu?
Tomás: Você é a mamãe do Tomás e da Bia não.
Sério. Mas o pior foi hoje.
Fui acometida por um momento fofo e disse:
Bia: Tomás, eu amo você! Mãe, eu amo você!
Mãe: Eu também te amo, Bia!
Tomás: (silêncio. Sai da sala)
Mãe: (em tom alto) Tomás, você ama a Bia?
Tomás: (em tom baixo, porém audível) Não.
Ai, ai.
Existem sofrimentos unânimes, como perder um parente próximo, grandes tragédias, ler aquele best-seller SUPERdramático, etc. Básico. Mas e aquelas que sofrem porque, sei lá, quebraram a unha, perdem um jogo de videogame, não conseguem comprar uma bolsa, não tem um bilhão de reais sobrando? Honestamente? Acho a maior bobagem! Afinal, minha vida não é um enigma. Não foi assim, e nunca será... Então, pra quê complicá-la!?
Muita gente já me ouviu falando que "a vida é muito fácil. A gente é que complica". É assim que eu penso, pense assim você também!
(Se você está de TPM ou é sado-masoquista, desculpe).