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O mundo anda tão complicado.
Era um dia de semana normal. Eu estava usando o computador normalmente, até que ouço uma chamada no celular: era da minha casa. Primeira coisa que eu pensei: "A ligação está vindo de dentro da casa!" (sabe, daquele comercial que passava no Cartoon e tudo o mais). Atendi e ouvi a voz da minha mãe, dizendo que estava sentindo cheiro de cachimbo de preto velho (ou seja: o espírito de um escravo, que - obviamente - fumava cachimbo e está protegendo a minha mãe. De acordo com ela, ela sente aquele cheio desde que tinha mais ou menos a minha idade). Ela me forçou a dormir com ela naquela noite.
E tudo que eu tenho dizer é: onde estão as mães normais que dizem que isso tudo é besteira e mandam a gente ir dormir tranqüilamente? No lugar delas, arranjei uma mãe que me força a dormir com ela e depois diz que vai à umbanda. Ai, ai. E tudo que posso fazer é repetir as palavras do sábio Renato Russo: "O mundo anda tão complicado".
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Vou mudar o título e o endereço do blog! Pessoal, preparem-se para a mudança :D
P.S.: Rick, fique só na curiosidade, haha!
Rabiscado por ~ biiah às 20h28
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Paixão X Obsessão
A pior dor emocional que já senti foi no dia seguinte a ele ter me deixado em uma sala de cinema. Acordei e fiquei inerte por uns dois segundos. Não pensei em nada, até que me lembrei do dia anterior. Tudo que consegui fazer foi começar a chorar loucamente (sim, eu acordei chorando) e perceber que meu estômago tinha dado aquele nó. Só de pensar em comer alguma coisa, já sentia um enjôo por trás do estômago embrulhado. Eu estava muito infeliz. Passei os dois meses seguintes chorando e pensando nele. Ele sempre foi alguém muito importante para mim, em MUITOS sentidos! Eu adorava conversar com ele, e adorava ver o que ele tinha a dizer sobre tudo. A diferença de idade de quase quatro anos nunca atrapalhou meus sentimentos. Eu entrava toda hora para ver se ele estava online, e ficava online o dia inteiro caso ele não estivesse, só esperando ele entrar. Em algum dia, pensei em beber. O bom senso falou mais alto. Eu não iria tomar meu primeiro porre, não com essa idade. Tinha ciúmes de tudo, inclusive de alguns membros da sua família. E quando ele me chamou para sair com ele... Nunca tinha ficado tão nervosa na vida! Ver alguém que sempre tinha me falado tanto sobre sinceridade ir embora daquele jeito foi arrasador. E ele ERA muito sincero, sempre havia sido. Não consigo pensar em uma mentira que ele me disse por essa época. Não que eu saiba. Então ele viajou e conheceu a outra menina, e me deu detalhes que eu não precisava saber. Não precisava e não queria. Então abri meu coração. Contei, de forma resumida, que eu gostava muito dele. Ele pensou um pouco e saímos... onde ele se levantou depois de 40 minutos de filme e foi embora. Me deixou lá, com a garota sentada ao meu lado me olhando com um ar de pena. Cheguei em casa, abri minha caixa de e-mails e me deparei com cinco linhas mal-escritas por ele: eu tinha levado um fora. Depois de dois meses de chororô, raiva e saudade, consegui ficar com outro garoto. Nós passamos a conversar e namoramos. No nosso aniversário de três meses de namoro, vi o "garoto-do-cinema" nos meus visitantes recentes. Eu o adicionei ("Sem ressentimentos?") e fui sair com o meu, até então, namorado. Eu pensei muito no outro ele, e no ano que tínhamos passado conversando. Nos ciúmes, na raiva, na dor. Não consegui aproveitar direito a comemoração do aniversário de namoro. Cheguei em casa decidida a terminar com meu namorado. Quando fui falar isso para uma amiga, o “garoto-do cinema” me adiciona de novo no MSN. Pede desculpas. Disse que foi um idiota e me explica o que houve no dia do cinema. Me contou que ele não teve muita escolha, porque havia sido chantageado por alguém a parar de falar comigo... mas foi o máximo de informação que eu recebi, o que me fez desconfiar dele. Eu não tinha motivos para acreditar nele. Eu o havia perdoado, porque sempre gostei muito dele e já não sentia mais raiva. O argumento dele ("Eu sempre fui sincero com você. Me dê uma vez de que eu tenha mentido para você quando a gente se falava sem parar! Infelizmente, nesse caso tudo que eu posso te dar é a minha palavra") me deixou no meio da ponte, mas cheguei a conclusão que ele estava me enrolando, e que simplesmente estava arrependido e envergonhado por ter agido de uma forma tão estúpida, então ele voltou. Perguntei a ele se havia alguma chance de nós ficarmos... e ele disse que nunca sabe se gosta de uma pessoa como namorada e que, quando isso ocorre, alguém sempre sai machucado. Mas ele não queria que eu fosse uma dessas pessoas. Disse que eu havia me tornado simplesmente especial para ele, e que não ia ficar comigo. Disse que queria ser meu amigo - para sempre. Chorei de felicidade nesse dia, e nós conversamos muito, como não conversávamos há muito tempo. Rindo e fazendo palhaçadas o tempo inteiro (“Você devia me odiar. Eu estou indignado por você não querer me matar!” “Isso já passou, o mais difícil vai ser parar de dar em cima de você”). - Eu não te mereço, garota! E não vou me deixar te fazer sofrer de novo por uma idiotice que poderia ser evitada. Por favor, me entenda! Eu não posso te fazer feliz, sendo que eu sou um completo idiota com sorte de ter alguém como você que gosta de mim. Isso é verdade, mas a verdade dói. Naquele quesito, acreditei nele, mesmo sabendo que "eu não vou ficar com você para não te magoar" é uma desculpa incrivelmente comum. Perdi parte da minha confiança nele, sim. E terminei com meu namorado por respeito (eu não ia enganá-lo) sendo sincera, o que me deixou mais arrasada ainda. Saí com as minhas amigas no dia seguinte, mas tudo que consegui foi chorar. Agora eu tenha que ser feliz, sem ter nenhum dos dois. Na noite do dia seguinte, tomei uma decisão. Reli algumas conversas antigas e percebi que ele está absolutamente certo: ele não me merece. Mas eu não conseguiria odiá-lo nem se eu quisesse (ah, e como eu quis!), então concordei em me tornar amiga dele. Nada é impossível, só preciso tentar. "Faça alguma coisa que te dá medo todos os dias", disse Eleanor Roosevelt. Cheguei à conclusão que eu tenho medo de esquecer o "garoto-do-cinema". Ele sempre, sempre foi alguém especial para mim, e a essa altura eu já não posso evitar. Então, comecei a seguir os pensamentos da Sra. Roosevelt: todos os dias, farei uma coisa que me dá medo. Algumas delas, tenho certeza, vou pensar "uau, como eu pude ter medo disso!?". Em outras: "essa experiência NUNCA MAIS será repetida!". Hoje, o nó da minha garganta estava tão apertado que eu tive medo de comer. Mas fui em frente, e engolir uma fatia de pão me fez foi bem. E é assim que eu começarei. Hoje, tive medo de engolir algum alimento. Em algum domingo de manhã, vou subir em uma bicicleta e pedalar sem medo de cair. E alguma outra hora, vou ficar com outro garoto. E, assim aos poucos, vou perdendo o medo de tirá-lo da minha vida como um possível pretendente. Se eu não preciso dele nesse exato segundo, vamos passar para o próximo! Mas não como amigo. Não vou tirá-lo totalmente da minha vida, porque já descobri como isso dói.
Pauta para o site da Capricho =)
(comentários do tipo "larga disso, você só tem 12 anos" ou "você é tão idiota, ele só está te usando!!!!" serão deletados, (ý)
Rabiscado por ~ biiah às 12h03
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