Escritora mirim freqüentemente em crise apreciadora de açúcar.
Amy Winehouse levou cinco Grammys na noite da premiação. Tudo bem, ela é uma péssima influência, mas a questão é que o Grammy avalia pelas suas músicas e não pelas suas atitudes. A moça tem boa voz e uma das músicas que levou o Grammy, Rehab, podemos dizer que é inspirada no uso de drogas ("Eles tentaram me levar para a reabilitação/Mas eu disse não, não, não/[...]Ele (o pai dela) tentou me levar para a reabilitação, mas eu não vou, vou, vou")!
Além do mais, já tivemos vários gênios da música que também estiveram envolvidos com "substâncias nocivas": Kurt Cobain (vocalista do Nirvana) usava heroína, e antes de seu suicídio injetou um bocado acima do cotovelo. Cássia Eller usava álcool e outras drogas, e era homossexual. Morava com a parceira (que também era sua prima), que a ajudava a cuidar de seu filho, Francisco. Raul Seixas era alcoólatra. E também temos aqueles que morreram sendo soropositivos, como o grande Renato Russo (mesmo que ele nunca tenha assumido publicamente que era portador de AIDS) e Cazuza.
Admiro muito todos os cantores citados acima, e eles nunca foram o que podemos chamar "uma boa influência para os jovens", mas mesmo assim... Quem nunca relaxou a ouvir frases como "Adoro um amor inventado", saindo da sua caixa de som? Ou até "Eu sou poeta e não aprendi a amar"?
Natalie Cole, ex usuária de drogas, deu uma entrevista em que achou errado essa atitude da organização do Grammy. Sinceramente? Quanta hipocrisia. Ela já passou por isso, provavelmente (digo "provavelmente" porque nunca acompanhei a carreira dela) já teve a mídia em cima dela e vai falar de Amy Winehouse? É como se a Paris viesse a criticar a Britney (não é a mesma situação, mas vocês entenderam)!
Acho que ela mereceu sim os prêmios que levou. E espero que ela (e outras cantoras de sucesso, porém metidas em encrencas) siga a Sra. Cole e passe a ficar "do lado de Jesus".